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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Contratação eólica em 2013 inverte sinal de investimentos do setor no Brasil ~ JNG Materiais Elétricos

Abinee fica temerosa quanto ao prazo de entrega dos fabricantes







Crédito: GettyImages
O ano de 2013 consagrou a força dos ventos no País, depois de um ano de 2012 de resultados abaixo do esperado nos leilões de energia. Ao longo do ano, 4,7GW foram contratados nos certames de energia, contra 249,5MW no ano anterior. “Inflexão total de expectativa, 2012 ficou no passado”, comemorou a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo.

E com esse sinal de investimento, a expectativa é de um crescimento da indústria nacional mais maduro, com perspectivas a longo prazo. “Essa contratação dos leilões, reverteu totalmente o sinal de investimento. Hoje, o Brasil é o melhor lugar de investimento para os fabricantes. Depois do sinal do leilão, os que estavam em dúvida tomaram a decisão de investir”, contou a executiva, relacionando ao caso da Vestas, empresa que estava ainda indecisa com o mercado brasileiro.

A Wobben, das primeiras empresas do setor a se instalar no País, também comemora os resultados de 2013, que servirão para consolidar ainda mais os investimentos pretendidos pela companhia. “Agora temos uma boa perspectiva. Para futuro, o que temos hoje em instalações atende o que temos contratado. Estávamos com capacidade produtiva maior do que os projetos, mas isso, hoje, já está mais ajustado”, contou Eduardo Lopes, diretor da empresa.

Sinal diferente



Apesar do bom resultado, e do entusiasmo do setor, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee) vê com preocupação a capacidade de entrega da indústria para os novos empreendimentos. “É um quadro que me preocupa para encomendas para indústria. “O quadro da indústria de geração é pernicioso, porque está concentrando tudo em eólica, onde eu tenho problemas industriais para atendimento, tenho preços que não dão bons retornos”, explicou o diretor de GTD da associação, Newton Duarte.

Para ele, há acúmulos de projetos para uma indústria ainda em formação. E apesar de algumas já estarem mais consolidadas no País, a capacidade produtiva ainda não é grande.

A presidente executiva da Abeeólica, discorda da posição de Newton Duarte e revela, que apesar do prazo desafiador para os projetos contratados nos leilões de reserva e no A-3 deste ano, cujos empreendimentos devem iniciar o suprimento de energia, respectivamente, 1º de setembro de 2015 e 1º de janeiro de 2016, as fabricantes não foram imprudentes com sua capacidade de fabricação.

“O nós percebemos é o leilão A-3, que aconteceu em novembro, onde vendemos 860 MW, a indústria vendeu aquilo que ela poderia entregar, porque a demanda do leilão foi muito maior e, se tivéssemos máquinas, teríamos vendido mais. Embora o prazo seja desafiador, de dois anos, ele não é um entrave, porque quem vendeu no leilão já vendeu com um contrato com o fabricante, o qual já vendeu sabendo a capacidade de entrega”, disse Elbia Melo.

fonte: jornaldaenergia

terça-feira, 5 de novembro de 2013

JNG Materiais Elétricos | A sustentabilidade do setor elétrico

JNG Materiais Elétricos | Sustentabilidade do setor elétrico


Jerson Kelman* - O Estado de S.Paulo

Um grupo de pesquisadores e de entidades que se opõem à construção de usinas hidrelétricas na Amazônia reuniu suas ideias numa publicação que pretende "contribuir para o debate entre governo e sociedade sobre oportunidades e desafios para o setor elétrico brasileiro" (O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século XXI: Oportunidades e Desafios). É uma boa iniciativa, que incentiva o debate. Por exemplo, o último capítulo propõe "jogar todas as fichas" na energia eólica, na solar, na das marés e na repotenciação de hidrelétricas antigas. Nenhuma outra fonte deveria ser considerada. Lamentavelmente, não se trata de uma alternativa que possa ser acatada. A médio prazo, resultaria num novo racionamento ou na extraordinária elevação do custo de energia elétrica.



A ex-ministra Marina Silva sabe disso. Tanto assim que, no prefácio, ela afirma que "certamente será preciso aumentar a oferta de energia para que a grande parcela de nossa população, hoje excluída do acesso a serviços e confortos propiciados, possa fazer parte plena de nossa sociedade. Entretanto, não só é desejável, como necessário, que esse aumento de oferta se faça paralelamente à eliminação e redução de desperdícios e usos ineficientes de energia". Correto!

Desperdício é sair de casa e deixar o ar-condicionado ligado, como fazem muitos moradores de comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, que não temem qualquer sanção da concessionária local. Em Dona Marta (Rio), por exemplo, observou-se a redução de 1/3 do consumo depois que o tráfico perdeu o controle territorial. Assim, faço uma primeira sugestão àqueles que, como Marina, se opõem aos usos ineficientes da energia: entrem no combate aos desperdícios decorrentes das fraudes e ligações clandestinas, tanto nas comunidades carentes quanto de grandes consumidores.

Essa causa é mais difícil de ser defendida do que se opor a dois supostos pecados do setor elétrico: a alegada perda de energia na rede básica e o suporte à indústria eletrointensiva. Sobre as linhas de alta-tensão, é injusto comparar o Brasil com outros países da América do Sul e da Europa, porque no Brasil é necessário transportar grandes blocos de energia por longas distâncias, por causa do predomínio da hidreletricidade. Sobre os eletrointensivos, os autores propõem a gradual diminuição da escala de produção e, em alguns casos, o encerramento das atividades. Talvez estejam certos, mas antes de adotar uma medida dessa magnitude seria necessário avaliar as consequências sobre a economia do País.

Os diversos capítulos da publicação apresentam as usuais objeções às hidrelétricas, por causa do impacto sobre o meio ambiente e do risco de extinção de civilizações indígenas. Esse último ponto é, talvez, o mais relevante. Seria correto isolar os indígenas dos malefícios e benefícios de nossa civilização pelos séculos vindouros, mantendo-os com expectativa de vida inferior à média da população brasileira? Respeito os que pensam que sim. Mas não concordo.

Penso que o Congresso deveria cumprir o que determina o art. 231, §3.º da Constituição federal. Ou seja, aprovar uma lei que discipline a construção de usinas hidrelétricas em áreas habitadas por comunidades indígenas. O fundamental seria assegurar consulta às comunidades indígenas efetivamente afetadas, não para facultar-lhes o poder de veto, e sim para garantir que participem dos resultados econômicos, com reais benefícios para a atual e as próximas gerações.

Como disse, há que se comemorar a disposição dos autores em contribuir para superar os desafios do setor elétrico. É possível começar com causas muito singelas. Por exemplo, convencer algumas autoridades estaduais, inclusive o Ministério Público, a dispensar a Avaliação Ambiental Integrada para o licenciamento de micro-usinas, que têm menos de 1 MW. Trata-se de uma boa causa. É como ensinar a um estudante de Medicina que não é necessário pedir a tomografia para tratar de uma gripe.

*Jerson Kelman é professor da COPPE-UFRJ.

Fonte: Estadao (*todos os direitos reservados*)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Novas regras elevaram incertezas no setor elétrico

Novas Regras
Novas regras


O Estado de S.Paulo

As novas regras de renovação de concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica adotadas em janeiro visando a reduzir tarifas, passados cinco meses, mostram um agravamento dos problemas existentes, segundo os especialistas Adriano Pires e Abel Holtz, em estudo para o Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie).



Nem os preços caíram o quanto se esperava, nem foram estimulados os investimentos - como se viu no último leilão de linhas de transmissão - nem se garantiu o abastecimento no futuro. Aspectos questionáveis da Medida Provisória (MP) 579, que antecedeu a Lei n.º 12.783, se confirmaram.

O modelo de competição na geração e distribuição foi substituído pelo de prestação de serviços. As tarifas fixadas pela agência reguladora Aneel devem remunerar a operação e a manutenção e indenizar os investimentos não amortizados. Mas nem todos os investimentos feitos em melhorias foram considerados, em prejuízo das empresas.

Uma das consequências foi a redução do fluxo de caixa das concessionárias. A energia em geral mais barata, oferecida no mercado livre, foi alocada no mercado regulado. Dificultou-se a livre negociação de preços nesse segmento.

Houve, em resumo, mais intervencionismo estatal, elevando o risco regulatório do setor elétrico. O papel da Aneel foi modificado: de responsável por neutralizar conflitos entre governo, investidores e consumidores, a agência passou a gestora do setor elétrico, segundo os autores. Efeitos negativos do modelo também alcançarão o BNDES, que detém 21,74% das ações da Eletrobrás. O banco terá de emprestar mais para o setor elétrico e o Tesouro Nacional também será onerado.

Mais riscos fiscais e regulatórios significam mais incertezas e, portanto, mais custos. Nos primeiros meses de vigência do novo modelo, saíram-se melhor as empresas que não aceitaram as novas regras e poderão discuti-las na Justiça. Mas todas estão reavaliando seus investimentos, dada a queda de receita de até 80%, calcula a associação de produtores independentes (Apine).

O Brasil continua entre aqueles países onde a energia é mais cara, em razão dos tributos federais e estaduais, que foram em geral mantidos. "A intervenção estatal desastrosa no processo de renovação das concessões - diz o estudo - gerou efeitos negativos, que culminaram na redução da confiança dos investidores." A queda das tarifas era necessária, mas sem desorganizar o setor elétrico.

fonte: estadao

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Governo sanciona lei de renovação de concessões do setor elétrico





Reuters

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que renova concessões do setor elétrico e reduz tarifas de energia com alguns vetos relacionados à modicidade tarifária e equilíbrio financeiro de concessionárias. A medida provisória 579 havia sido votada pelo Congresso em 18 de dezembro.


Segundo o texto publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, a lei 12.783, de 11 de janeiro, foi sancionada com seis vetos, incluindo um sobre devolução de Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica.

Pelo artigo, os valores que não forem utilizados para cobertura das despesas administrativas e operacionais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) "deverão ser devolvidos aos concessionários (...) e, quando aplicável, revertidos em prol da modicidade tarifária".


A taxa é equivalente a 0,4 por cento "do valor do benefício econômico anual auferido pelo concessionário", segundo a legislação sancionada.

Outro veto recaiu sobre artigo 18 que trata sobre autoprodução de energia e foi vetado por criar uma "hipótese abrangente de redução dos valores pagos a título de Uso de Bem Público (...). Segundo o veto, o dispositivo "afetaria a modicidade tarifária, dado que diminui o montante de recursos que compõem a Conta de Desenvolvimento Energético".

O governo também vetou o artigo 31, sobre equilíbrio financeiro de concessões de geração de energia elétrica outorgadas e que ainda não tiveram suas obras iniciadas por concessionários que estejam em dia com suas obrigações.

No veto o governo afirma que "o projeto de lei de conversão garante direito ao reequilíbrio econômico-financeiro de forma genérica a todas as concessionárias de geração que se enquadrarem no dispositivo", e cita que parágrafos do artigo "violam os princípios da isonomia e da modicidade tarifária".

Para mais detalhes, consulte: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=14/01/2013&jornal=1&pagina=1&totalArquivos=128

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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Setor elétrico perde R$ 37,2 bi em valor de mercado

Além de afetar as empresas, situação do setor elétrico já é analisada com cautela no exterior




por: RODRIGO PETRY - O Estado de S.Paulo

As 34 empresas do setor elétrico listadas em Bolsa perderam nos últimos quatro meses R$ 37,23 bilhões em valor de mercado desde o anúncio por parte do governo de redução das tarifas de energia. O levantamento elaborado pela empresa de dados financeiros Economatica contempla o período de 6 de setembro a 10 de janeiro, quando o valor de mercado dessas companhias recuou de R$ 206,4 bilhões para R$ 169,17 bilhões, o equivalente a uma queda de 18,03%.



Segundo o estudo, a Cemig foi a empresa que mais perdeu valor de mercado, somando R$ 9,854 bilhões. Na sequência estão Eletrobras (R$ 9,315 bilhões), Cesp (R$ 4,159 bilhões), CPFL Energia (R$ 2,367 bilhões), AES Tietê (R$ 2,199 bilhões), Copel (R$ 1,740 bilhão), Transmissão Paulista (R$ 1,319 bilhão) e Eletropaulo (R$ 1,230 bilhão).

Em termos porcentuais, a companhia mais atingida foi a Eletrobras, com redução de 48,4% de seu valor de mercado entre 6 de setembro e 10 de janeiro. Em seguida estão Afluente (-48,15%), Cesp (-41,4%), Cemig (-34,6%), Eletropaulo (-33,4%), Emae (-33,3%), Cosern (-31,1%), Ceee-Gt (-30,8%) e AES Tietê (-22%).

Já das 34 empresas analisadas dez delas têm valor de mercado inferior ao seu patrimônio liquido, das quais a Eletrobras é a que apresenta a menor relação, de 12,45%. O valor de mercado da Eletrobras ontem era de R$ 9,9 bilhões ante um patrimônio líquido de R$ 79,58 bilhões. De forma consolidada, segundo a Economatica, este indicador atinge 94,22%, o que "significa que o mercado está pagando pelas empresas do setor de energia elétrica 5,78% a menos do que elas valem".

Cautela. Os analistas estrangeiros observam com cautela o cenário elétrico do Brasil. Apesar de reconhecer que o nível dos reservatórios está baixo e que o clima seco não tem ajudado a energia hidrelétrica, analistas avaliam que o quadro ainda não é dos piores. A chance de racionamento elétrico não é a mais provável. O argumento no exterior é que, ao contrário do que aconteceu em 2001, o Brasil ainda tem opções para evitar um racionamento. Entre as alternativas, estão desde a simples espera por chuvas mais fortes até o uso mais intenso das termelétricas.

Para o diretor em Nova York de Mercados Emergentes da Nomura Securities, Tony Volpon, o questionamento que surge é novamente as limitações para um crescimento maior do País. "Se com um crescimento baixo, de 1%, 2% tem esse problema de oferta de energia, imagina se o País tivesse crescendo 4%, 5%", diz.

O banco francês BNP Paribas fez uma análise detalhada do setor elétrico. A avaliação é que "ainda não há motivo para pânico". Mesmo que os reservatórios estejam baixos, a equipe do banco diz que o País criou nos últimos anos algumas rotas de fuga para evitar o racionamento, como as novas usinas que começarão a operar e o aumento do parque térmico. O banco diz que o País tem alternativas para evitar o pior. / COLABORARAM FERNANDO NAKAGAWA e ALTAMIRO SILVA JÚNIOR.

fonte: estadao

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Setor elétrico - indexação e inflação



O governo tem manifestado a intenção de promover uma "desindexação" na economia para reduzir a "inércia inflacionária" e controlar a inflação. Embora haja algumas outras iniciativas visando a reduzir a indexação na economia, o foco do governo tem sido quase que exclusivamente a "desindexação" dos contratos do setor elétrico, tanto dos contratos de concessão a serem renovados quanto dos novos contratos de compra e venda de energia elétrica.

A indexação foi um problema grave no Brasil no passado, quando praticamente todos os preços eram indexados e o prazo entre reajustes se tornava cada vez mais curto. Essa preocupação governamental não é nova. O Plano Real, por exemplo, foi bem-sucedido na redução do grau de indexação na economia e, desde então, o País tem conseguido manter a taxa de inflação anual sob controle, em patamares de um dígito.

Com base nesse contexto, é importante ponderar objetivamente os custos e benefícios da eliminação da indexação em contratos de longo prazo, porque ela proporciona uma série de benefícios para a sociedade ao permitir que agentes façam compromissos contratuais de décadas com base nos fundamentos de sua atividade, desconsiderando riscos oriundos das políticas fiscal e monetária do governo.

Assim, a desindexação dos contratos do setor elétrico não pode ser uma medida tomada de forma impensada. Tal iniciativa requer conhecimento profundo da lógica econômica do setor e deve passar longe de arenas políticas e eleitorais. O estudo White Paper n.º 9 - Indexação de Contratos no Setor Elétrico e Inflação (www.acendebrasil.com.br/estudos) examina a desindexação em detalhes e aponta formas mais promissoras de alcançar os objetivos atrelados à contenção de ameaças inflacionárias.

O longo prazo rege toda a lógica do setor elétrico, cujo planejamento está alicerçado em contratos que variam entre 15 anos e 35 anos. A desindexação desses contratos forçaria os agentes do setor elétrico a assumir o risco da inflação, o que elevaria os custos do setor, seja por causa de prêmio de risco maior, seja pelas distorções no planejamento que inevitavelmente ocorreriam em razão de expectativas divergentes quanto ao comportamento futuro da inflação ou do encurtamento do prazo dos contratos.

O recorrente mito do chamado "índice setorial" também deve ser combatido. As diferenças nas estruturas de custos entre empresas de energia implicam que um índice aderente aos custos de uma determinada empresa destoará dos de outra empresa, inviabilizando um único índice setorial que reflita adequadamente os custos de todos os agentes do setor. Portanto, a teórica vantagem de um índice mais aderente aos custos é facilmente anulada pelo risco prático de se criar um índice que já nasce sem credibilidade.

Se o governo tem convicção da necessidade de reduzir a inércia inflacionária, é preciso que as autoridades atuem de forma sistemática para reduzir a indexação formal e informal na economia como um todo, sem "escolher" quais setores econômicos serão afetados.

A medida mais importante para alcançar esse objetivo é fazer com que a inflação se estabilize em patamar inferior ao atual. Para isso, é necessário reafirmar o compromisso com o regime de metas de inflação, perseguindo permanentemente o centro da meta. E, no médio prazo, reduzir gradualmente a meta para um patamar mais próximo de zero, com menor banda de tolerância.

Também é importante atuar para reduzir a indexação dos principais fatores de produção: a indexação de salários e do capital e, no caso do setor elétrico, promover a desindexação do preço do gás natural.

Em suma, o tema exige conhecimento técnico e precisa ser tratado sem viés político. Se a discussão for conduzida de forma descoordenada e casuística, o problema será agravado, com deterioração das expectativas da inflação futura e elevação da demanda por indexação. Será um verdadeiro tiro no pé.

Fonte: estadao

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